A importância da agilidade das equipas no regresso eficaz da sua organização

A importância da agilidade das equipas no regresso eficaz da sua organização

As equipas com métodos mais ágeis e flexíveis serão fortes aliadas da organização na retoma rápida e nas  

mudanças necessárias, ajudando a implementar melhores rotinas de trabalho experimentadas com o aparecimento desta fase.

Os líderes têm um papel fundamental, uma vez que perceberam que liderar em tempo de crise não permite o controlar e gerir tudo. A confiança e a delegação nos membros da equipa e nos líderes informais serão fundamentais para o regresso e mudança.

Neste momento, os recursos humanos (RH) também reforçam o seu papel de parceiro estratégico da organização, sendo indispensável na definição de novas estratégias da gestão do capital humano face às necessidades do negócio. Implementando medidas urgentes face às necessidades do presente, mas, principalmente, analisando e reestruturando processos internos que proporcione gerir de forma mais eficaz e antecipar as necessidades futuras para minimizar fortes impactos na organização.

Voltando as equipas, é importante perceber que aquelas que já estavam bem estruturadas, com processos bem definidos, onde cada um conhece o seu papel e as suas responsabilidades, onde a comunicação é fluída e eficaz e as quais adotaram comportamentos condizentes com a iniciativas e agilidade em ultrapassar obstáculos estarão na linha da frente da mudança e sustentabilidade. Estas equipas serão o motor de arranque da organização e tenderá a levar consigo outras equipas, proporcionando resultados rápidos e notáveis para a sua organização. [

E o mais importante é perceber que a iniciativa gera agilidade e esta competência deverá ser valorizada pelos seus líderes, uma vez que gera confiança no colaborador e propicia a inovação que, bem geridas, impulsiona para melhores resultados.

Para tal, os líderes e os RH deverão reforçar durante a nova reestruturações medidas que reforcem:

• Comunicação – reforçar a mensagem de forma clara e consistente entre toda a estrutura. Como líder deverá assegurar que a sua equipa esteja alinhada com o quê e o porquê, de forma a quebrar as barreiras da desconfiança e fortalecer as linhas de comunicação entre os vários membros.

• Desenvolvimento – reforçar as competências exigidas nesta fase de transição, para que as pessoas não recuem pelo medo do errar e desenvolver novas competências que dão suporte a desafios futuros. O Líder deverá ter um papel forte como líder-coach, de forma a acelerar o ciclo de aprendizagem.  

• Recompensa – Ajuda os colaboradores e equipas a focarem-se em processos fundamentais para uma maior aceleração de resultados da organização. O Líder poderá trabalhar a motivação e a confiança, enquanto fortalece a cultura de meritocracia.

Em momentos de recuperação as equipas ágeis focam-se na essência do problema para ultrapassar os obstáculos, adquirindo novas competências que reforçará as competências individuais de cada colaborador dando um maior suporte a equipa e a fase pós crise.

Não podemos afirmar que “nada será como antes”, mas devemos tirar lições e atuar com maior agilidade, repensando novos métodos de trabalho adaptados à realidade de cada organização. Afinal, a tal agilidade e cultura tecnológica, que não se consegue implementar em algumas organizações, já cá está e temos que tirar partido dela.

Cristina Cruz
Managing Partner da TalentShip

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